CLICK HERE FOR BLOGGER TEMPLATES AND MYSPACE LAYOUTS »
Mostrando postagens com marcador Dicas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Dicas. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Orianthi - Believe (2009)


A mais nova deusa da guitarra, Orianthi, lançou dois discos: Violet Journey e Believe. Não tendo achado um link decente para o primeiro, vamos falar do Believe. Orianthi tem uma voz bonita, e as canções são bem pop, mas cheias de solo, mostrando o quanto essa australiana de 24 anos é poderosa.

Os singles, "Believe" e "According to You" são bastante diferentes: "According to You" é mais rebelde, enquanto "Believe" começa com um piano e é quase uma balada, apesar de ter um solo forte. Na linha de músicas 'revoltadas', temos "Suffocated" (com um excelente trabalho de guitarra) e "What's It Gonna Be".

Orianthi ganhou notoriedade com sua participação no filme This Is It, de Michael Jackson; mas ela também sabe fazer músicas boas sozinha: "Think Like a Man", com um refrão grudento e "Drive Away", que ela assina sozinha, são bons exemplos.
Na minha opinião, a grande estrela do disco é "Highly Strung", instrumental em parceria com o herói de Ori, Steve Vai. A música inteira é um duelo de guitarras, e um clipe dela foi lançado essa semana no YouTube (o making of você pode conferir aqui).

Uma música marcante é "Untogether", pop com um vocal delicioso e uma linha de guitarra delirante. Se você quer um bom disco de rock feminino, que tem momentos calmos e agitados, ouça Believe sem medo.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Kat Von D - High Voltage Tattoo


Como todos aqui devem saber, eu sou uma grande fã da tatuadora Kat Von D. Esse livro, "High Voltage Tattoo", que leva o nome do seu estúdio de tatuagem em Los Angeles, é uma coletânea de seus melhores trabalhos com uma pequena biografia e um diretório de suas tatuagens.
Os capítulos são nomeados com músicas do AC/DC: "Highway to Hell", "Back In Black", "If You Want Blood (You've Got It)", "Hells Bells" e "Girls Got Rhythm" são alguns. Começa com um prefácio escrito pelo namorado de Kat, Nikki Sixx, dizendo suas impressões sobre Kat.
Depois, vem sua autobiografia e seus primeiros contatos com a tatuagem: aos 14 anos, ela tatuou uma letra "J" no tornozelo, e depois começou a tatuar os amigos. Também conta detalhes sobre sua fuga de casa.
Os que assistem LA Ink devem saber que a especialidade de Kat é o estilo black and gray (preto e cinza) de retratos. Mas lá mostram seus trabalhos coloridos, as clássicas pin-ups, as tatuagens religiosas, as frases e também o significado de boa parte de suas tatuagens. No final, uma breve história da tatuagem em vários lugares - incluindo o Brasil!
Se você é fã da Kat ou de tatuagens, é altamente recomendável.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Avatar

Eu não costumo falar de cinema por aqui, mas ontem eu fui assistir o tão comentado Avatar. Não tenho muita paciência com ficção científica, mas mesmo assim dei uma chance ao filme.

Uma coisa que é impossível negar: o filme é 90% efeitos especiais e 10% enredo. E é um filme projetado para as telas 3D - o colorido me deixou com dor de cabeça, já que não assisti a versão 3D. O que chamou a atenção do público, em minha opinião, foi a qualidade dos efeitos e o realismo das cenas: os ambientes do filme são altamente realistas.

O enredo consiste em uma missão espacial que vai a um planeta chamado Pandora, que é povoado pelos Na'vi, seres altamente ligados com a natureza. A aldeia onde esses seres vivem fica bem em cima de uma reserva de um minério valiosíssimo. Para viverem no planeta, os seres humanos são conectados a seus avatares (que tem a forma dos Na'vi) mentalmente e vivem uma 'vida virtual' na pele deles.

O personagem principal é Jake Sully, ex-fuzileiro que foi mandado para a missão com o propósito de substituir seu irmão Tommy, que foi assassinado. Ele se mistura aos nativos e aprende como se tornar parte da tribo. Os humanos o instruem para que descubra o que os Na'vi querem em troca de deixarem a reserva.

Jake aprende lições valiosas, sobre o que a natureza significa para esse povo (semelhante aos índios). Só eu achei que existe alguma semelhança entre a história do filme e a da colonização brasileira?

É um filme recomendável, mas não achei tudo isso não. Esperava mais (talvez o desapontamento de não poder ver em 3D tirasse um pouco minha animação).

sábado, 26 de dezembro de 2009

25 Melhores Músicas da Década (Internacional)

Aproveitando a última semana da década de 2000, vou fazer uma lista das melhores músicas da década baseadas no meu gosto pessoal. É apenas um top com músicas boas que representam o cenário musical dessa década, em minha opinião; não levem a classificação a sério.

1. Courtney Love - Sunset Strip [America's Sweetheart, 2004]
2. The Killers - Shadowplay [Sawdust, 2007]
3. The Strokes - 12:51 [Room On Fire, 2004]
4. The Donnas - The Gold Medal [Gold Medal, 2004]
5. Juliette & The Licks - Purgatory Blues [Four on the Floor, 2006]
6. Crucified Barbara - Losing the Game [In Distortion We Trust, 2006]
7. Le Tigre - Nanny Nanny Boo Boo [This Island, 2004]
8. U2 - Elevation [All That You Can't Leave Behind, 2001]
9. Mötley Crüe - The Animal In Me [Saints of Los Angeles, 2008]
10. AC/DC - Rock N' Roll Train [Black Ice, 2008]
11. Foo Fighters - Times Like These [One By One, 2002]
12. Orianthi - Highly Strung [Believe, 2009]
13. Spinnerette - Valium Knights [Spinnerette, 2008]
14. Metallica - St. Anger [St. Anger, 2003]
15. Pink - U + Ur Hand [I'm Not Dead, 2006]
16. Ida Maria - I Like You So Much Better When You're Naked [Fortress Round My Heart, 2008]
17. Bon Jovi - It's My Life [Crush, 2000]
18. 3 Doors Down - Here Without You [Away From the Sun, 2002]
19. Sahara Hotnights - Only The Fakes Survive [Jennie Bomb, 2001]
20. Joan Jett & The Blackhears - A.C.D.C [Sinner, 2006]
21. Kittie - My Plague [In The Black, 2009]
22. Oasis - Songbird [Heathen Chemistry, 2002]
23. The Hellacopters - I'm In the Band [Rock & Roll Is Dead, 2005]
24. Vains of Jenna - Enemy in Me [The Art of Telling Lies, 2009]
25. Lauren Harris - Like It Or Not [Calm Before the Storm, 2008]

domingo, 13 de dezembro de 2009

Veruca Salt

Uma das bandas mais legais dos anos 90. Se você viveu aquela época e se interessava por rock alternativo, provavelmente já ouviu Veruca Salt. Senão, vai conhecer aqui.


Nina Gordon e Louise Post se conheceram através de uma amiga em comum, a atriz Lili Taylor. As duas começaram a escrever músicas juntas e resolveram começar uma banda. Nina e Louise assumiram os vocais e guitarras da banda; o irmão de Nina, Jim Shapiro, assumiu a bateria e um certo Steve Lake ficou com o baixo.

Em 1994, no auge do grunge, o grupo lançou seu primeiro single: "Seether/All Hail Me" pela Minty Fresh Records. Atingiram um estrondoso sucesso com "Seether", um rock chiclete com influência pop (graças ao vocal doce de Nina Gordon) e o solo cheio de distorção de Louise.

Antes mesmo de lançar um disco, o Veruca Salt já abria os shows do Hole nos Estados Unidos. Após essa turnê, gravaram seu primeiro disco pela Geffen Records (a mesma gravadora do Hole, Nirvana e Guns N' Roses). American Thights chegou ao disco de ouro (500 mil cópias). A popularidade da banda aumentou relativamente graças à constante exibição do vídeo de "Seether" na MTV.

Em 1997, o grupo lançou o segundo disco, Eight Arms to Hold You, produzido por Bob Rock, o "homem de platina" (para se ter uma idéia, Bob produziu alguns dos discos mais vendidos de todos os tempos - seus trabalhos mais notáveis incluem Dr. Feelgood do Mötley Crüe e Black Album do Metallica). O grande sucesso da vez foi "Volcano Girls", que foi para a trilha sonora do filme Um Crime entre Amigas. Pouco tempo após o lançamento do disco, Jim (bateria) deixou a banda, e foi substituído por Stacy Jones, que tocou durante a turnê, mas não gravou nada com eles.

A harmonia vocal entre Nina Gordon e Louise Post era uma das maiores forças da banda. As vozes doces das meninas se entrelaçavam e produziam uma combinação mágica. Infelizmente, Nina deixou a banda em 1998 para seguir carreira solo. Louise resolveu continuar a banda, sendo o único membro original. O último disco, Veruca Salt IV, foi lançado em 2006.

Downloads:
Créditos: Guitar Women, Ana Paula e Pri.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Top 10 Baladas de Rock

Para estrear meu novo layout azul, vamos com uma lista das minhas 10 baladinhas de rock preferidas. Obviamente, existem várias, então talvez eu faça uma segunda parte dessa lista.

10 - Candy (Iggy Pop & Kate Pierson)
O rei do punk, Iggy Pop, nunca tinha tido um único sucesso antes de lançar esse single, um dueto com a maravilhosa diva do B-52's, a ruiva Kate Pierson. É uma daquelas músicas que todo mundo já escutou, sabe? E tem uma letra feita pra cantar junto, além de ser uma música simples: guitarra, baixo e bateria, sem efeito nenhum. Lembra-se de "quanto menos, melhor"? Só a voz linda de Kate já dá tudo o que a música precisa.


9 - Waitin' For The Night (The Runaways)
Tinha que ter um tempero de uma banda totalmente calcinha nesse post. "Waitin' For The Night", do disco homônimo, o primeiro sem Cherie Currie, começa com uma guitarra linda e delicada, diferente da postura arrasadora das Runaways. Joan Jett começa a música sozinha, e depois entra o resto da banda. Uma linda balada adolescente, mostra o poder da voz da srta. Jett e da bateria de Sandy West.


8 - Dream On (Ronnie James Dio & Yngie Malmsteen)
Eu sei que a versão original dessa música é do Aerosmith, mas eu prefiro essa versão, porque a que fez eu me apaixonar por essa balada. Apesar de eu não gostar do Yngwie Malmsteen (tenho uma certa implicância com guitarristas virtuosos que fazem solos complexíssimos com 25 notas por segundo), admito que ele é um ótimo guitarrista; embora eu preste mais atenção na voz e no piano do que na guitarra propriamente dita. É uma música bonita e viciante.


7 - Wasting Love (Iron Maiden)
Um dos melhores riffs de todos os tempos, na opinião da humilde blogueira que vos fala. É daqueles arrepiantes, mas de um jeito bom. E a forma como Bruce Dickinson canta a letra é convincente: ele realmente está sentindo o que está cantando. E isso é o que faz um bom vocalista, para mim: a habilidade de transmitir o sentimento da letra. Apesar de ser uma música sofrida, é linda.


6 - Forever (KISS)
A banda mais festeira do rock n' roll também tem suas baladas, e "Forever" é a melhor dela. Eu amo o solo, amo o riff, a voz e a letra, que fala sobre fazer algo durar para sempre. E como eu tenho um fraco incurável por baladas, o KISS está presente nessa lista.


5 - Don't Cry (Guns N' Roses)
"Mas Cathy, 'November Rain' é mais bonita". Já fiz uma descrição de "November Rain" e não quero fazer de novo. Além disso, "Don't Cry" é melhor. Tem um refrão pegajoso e fácil de cantar junto, além de um dos melhores solos de Slash na guitarra. Eu também adoro o trabalho de Duff McKagan (baixo) nessa faixa. É uma música que tem poder terapêutico para mim.


4 - Nothing Else Matters (Metallica)
Vários vão dizer que preferem "The Unforgiven", mas "Nothing Else Matters" é a melhor. O melhor refrão, o melhor riff e o solo mais destruidor. Estou num momento de vício em Metallica, então vou parar por aqui para não ficar descrevendo toda a estrutura da música. Admiro muito James Hetfield por causa de suas letras.

3 - Home Sweet Home (Mötley Crüe)
Uma banda que adora baladas, no melhor estilo glam metal. Deles, as mais conhecidas são "Home Sweet Home", "You're All I Need" e "Without You". Por ter uma letra não tão melosa, eu amo "Home". Além daquela introdução de piano que não dura a música inteira, esse é um ponto importante para mim. Fala sobre estar na sua casa, onde você realmente se sente bem. E hoje é aniversário do Nikki Sixx, vamos homenagear ele. #HappyBirthdayNikki

2 - Stairway to Heaven (Led Zeppelin)
Clássica das clássicas, provavelmente a balada mais conhecida do mundo. E é linda. Da banda 'criadora' do hard rock, com o deus da guitarra Jimmy Page fazendo uma introdução perfeita. E o solo de guitarra? Um dos melhores da história do rock n' roll. A letra (que eu faço questão de um dia saber inteira) declamada por Robert Plant de uma maneira emocionante, acompanhada pela levada do baixo e os ritmos de John Bonham ao decorrer da música se completam. "And she's buying... a stairway to heaven". A versão ao vivo é ainda mais bonita.

1 - More Than Words (Extreme)
Mais uma da lista "músicas que todo mundo já ouviu". Composta por voz, violão e um pouco de percussão, ela completa a teoria de que o melhor se faz de forma sincera, sem muitos enfeites. Claro que existem exceções. E fala sobre sentimentos verdadeiros. Talvez seja meu fraco incurável por hair bands e baladas misturado, mas eu acho uma das músicas mais perfeitas de todos os tempos, em sua simplicidade.

Ficou faltando alguma? Um monte. Deixe sua sugestão nos comentários, quem sabe não vem uma parte 2 dessa lista?

sábado, 5 de dezembro de 2009

Mötley Crüe - Saints of Los Angeles

Como eu já comentei muitas vezes aqui, o Mötley Crüe é uma das minhas bandas preferidas. O último disco de inéditas da banda, Saints Of Los Angeles, é o primeiro em 11 anos a conter a formação original da banda (Vince Neil no vocal, Mick Mars na guitarra, Nikki Sixx no baixo e Tommy Lee na bateria).

Para quem curte o som glam da banda, como o dos discos dos anos 80 (Too Fast for Love, Shout at the Devil, Theatre of Pain, Girls Girls Girls e Dr. Feelgood), Saints of Los Angeles pode assustar um pouco (principalmente se você não for um fã da banda. Esse disco tem uma pegada bem menos 'glam metal' e chega, em alguns momentos, a lembrar o som do Papa Roach e essas novas bandas de hard rock.

Produzido por James Michael (do Sixx:A.M, projeto paralelo do baixista Nikki), Saints abre com "L.A.M.F", uma introdução com pouco mais de um minuto, que chega a lembrar "T.N.T (Terror N' Tinseltown", de Dr. Feelgood. "Face Down in The Dirt" tem um ritmo animado, mas a próxima faixa, "What's It Gonna Take", é bem melhor, principalmente graças ao trabalho de Mick Mars.

Depois de uma música que não soa muito bem aos meus ouvidos ("Down At The Whiskey") vem as seis faixas que fazem o disco valer a pena. São elas "Saints of Los Angeles", "Mutherfucker of the Year", "The Animal in Me", "Welcome to the Machine" e "Chicks = Trouble". A faixa título, também escolhida para ser o primeiro single, tem uma pegada contagiante e tem um trabalho interessante por parte de Nikki Sixx.

"Mutherfucker", o segundo single, tem um refrão legal: "here I am again, hey now, hey now, I'm the mutherfucker of the year", que você gosta de cantar junto. "The Animal In Me" tem uma distorção muito legal (um ponto a favor desse disco: ele tem guitarras bem pesadas) e uma bateria forte. "Welcome to the Machine" é, na minha opinião, uma das faixas com o vocal mais legal (vamos admitir, Vince Neil não canta tão bem assim, e não tem mais alcance para cantar suas músicas antigas - veja vídeos da turnê Carnival of Sins).

"Chicks = Trouble", é uma das mais chicletes. Logo depois vem "This Ain't a Love Song", "White Trash Circus" e "Goin' Out Swingin'", legaizinhas, mas nada perto de "The Animal In Me" ou "Saints of Los Angeles".

Uma nota para esse disco? 7. Se você quiser conhecer o Crüe clássico, baixe o Girls, Girls, Girls e aproveite o melhor do glam metal oitentista.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Sahara Hotnights

A Suécia é um berço de ótimas bandas. De lá saíram os Hellacopters, Backyard Babies, Crucified Barbara, The Hives e o Sahara Hotnights, a banda da qual vou falar hoje.



Das bandas listadas acima, o Sahara e o Crucified são formados por mulheres. O Sahara foi formado em 1992, por Maria Andersson (vocal e guitarra), Jennie Asplund (guitarra), Johanna Asplund (baixo) e Josephine Forsman (bateria). A música delas é um indie rock com vários momentos pop, que chega a lembrar The Donnas na fase Spend The Night. A própria banda se define como uma mistura entre Blondie, Ramones e Nirvana.

Nesses 17 anos de carreira já lançaram cinco discos: C'mon Let's Pretend (1999); Jennie Bomb (2001); Kiss & Tell (2004); What If Leaving Is a Love Thing (2007) e Sparks (2009). O último, Sparks, é um disco apenas de covers: o single "In Private" é uma versão da cantora pop britânica Dusty Springfield.

Na minha opinião, o melhor álbum das meninas é What Leaving Is a Love Thing, seguido de perto por Jennie Bomb. O de 2007 tem músicas como "Visit to Vienna" (em que as guitarras grudam na cabeça), "Salty Lips", "Cheek to Cheek" e "Getting Away with Murder". Já Jennie Bomb tem "On The Top of Your World", "Fire Alarm" e "Only The Fakes Survive" - que me apresentou à banda. Fica a dica de um rock divertido e suave.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Orianthi

Orianthi Panagaris, conhecida somente como Orianthi, é uma guitarrista australiana. Aos 6 anos, aprendeu a tocar violão (por influência do pai) e aos 11, ganhou sua primeira guitarra elétrica. Começou a formar bandas em lugares variados, como França e Inglaterra aos 14 anos e aos 15 largou a escola para se dedicar exclusivamente à música.

Com 15 anos, Ori fez seu primeiro show de abertura para ninguém menos do que Steve Vai, o mestre da guitarra. Aos 18, dividiu o palco com Carlos Santana e participou de uma jam com ele. Ela já tocou com Prince; teve uma música no filme das Bratz; tocou no Eric Clapton Crossroads Guitar Festival e apareceu na lista das 12 melhores guitarristas de todos os tempos. Tudo isso com apenas 24 anos.

Mas o motivo de seu reconhecimento foi tocar com o rei do pop, Michael Jackson, no filme This Is It (ela tocaria na turnê, cancelada por causa da morte de Michael). O que? Agora está lembrando da Ori? Ela tocou no funeral do rei, que foi televisionado no mundo inteiro!

Seu segundo disco solo, Believe (2009), é realmente muito bom. Vale a pena escutar as faixas "According To You", "Think Like a Man", "What's Gonna Be" e, principalmente, "Highly Strung" para ver como Orianthi é talentosa, tanto na guitarra como cantando.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Green Day - American Idiot


Sem dúvida, um dos discos mais importantes da década de 2000. O Green Day, que até então era a banda de uns garotos punks que só falavam sobre coisinhas bobas, mostrou ao mundo em 2004 que sabia fazer músicas além da depressão e de garotas.

É um estrondoso sucesso: gerou seis singles de sucesso ("American Idiot", "Jesus Of Suburbia", "Holiday", "Boulevard Of Broken Dreams", "St. Jimmy" e "Wake Me Up When September Ends") e vendeu 5 milhões de cópias nos Estados Unidos.

Mas um bom disco não se apóia somente no sucesso, e sim na música. Há duas "óperas-rock" de 9 minutos - "Jesus Of Suburbia" e "Homecoming". Essas são divididas em várias partes, e vale muito a pena dar atenção para elas. O disco inteiro tem um conceito, e ele é político (o título já diz tudo: Idiota Americano). E também conta a história de Jesus Of Suburbia, um garoto punk que odeia sua cidade e conhece uma garota ("Whatshername") e um melhor amigo ("St. Jimmy"). Saberemos mais deles ao interpretar as letras das músicas.

Começa com "American Idiot", que fala sobre a influência exagerada da mídia na vida da sociedade moderna. Passa para "Jesus Of Suburbia", que é sua autodescrição. A música começa bem energética, mas a parte final ("Tales From Another Broken Home") tem até mesmo um piano.

A terceira faixa, "Holiday", é daquelas com um refrão que gruda na cabeça, e tem uma bateria muito doida (adoro o trabalho do Tré Cool na bateria). A quarta, "Boulevard Of Broken Dreams", é uma baladinha e rendeu aos californianos uma acusação de plágio do Oasis (a história rendeu "Boulevard Of Broken Songs", um mashup com "Wonderwall" do Oasis).

A dupla perfeita vem agora: "Are We The Waiting" é lentinha, mas seu último segundo cola na personificação do punk, "St. Jimmy": tem uma letra provocativa, três acordes e menos de três minutos de duração.

Apesar de ser um ótimo disco, American Idiot tem suas músicas ruins: "Give Me Novocaine" não prende a minha atenção de jeito nenhum; e tenho momentos certos pra ouvir "Extraordinary Girl". Mas entre essas duas tem "She's a Rebel", a descrição de Jesus para Whatshername. Com dois minutos, é um punk rock animadinho com uma letra bem legal de cantar junto.

"Letterbomb" conta com a participação de Kathleen Hanna (vocalista do Bikini Kill, que inspirou "She's a Rebel") na introdução, e é a carta de um amigo de Jesus contando-lhe sobre sua nova vida. Já o grande sucesso "Wake Me Up When September Ends" é tão estourado que eu não consigo mais ouvir.

Preciso de um parágrafo para descrever "Homecoming". Começa com o suicídio de Jimmy ("The Death Of St. Jimmy"), depois sobre as memórias de "East 12th Street" e uma música meio fúnebre: "Nobody Likes You", cantada pelo baixista Mike Dirnt. "Rock N' Roll Girlfriend", de Tré Cool, fala da baterista do The Donnas, Torry Castellano (namorada de Tré na época). "We're Coming Home Again" fecha a "ópera" com chave de ouro.

Já "Whatshername" é uma que eu não escuto muito, meio que acaba com o fim épico de "Homecoming". Se estivesse em uma ordem diferente na lista de músicas, eu acho que seria melhor.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Stella Can


A Stella Can é uma banda de rock n' roll do Rio Grande do Sul, formada por Juliana Nólibos (baixo e backing vocals), Luiza Gressler (guitarra e backing vocals) e Mariana Corbellini (bateria e vocal) no final de 2007. Na minha opinião é uma das melhores bandas da atualidade, muito legal saber que existem meninas brasileiras fazendo músicas tão boas, fora do mainstream (claro que existem várias outras bandas, mainstream ou não, que são ótimas).

Elas cantam em inglês e é bem interessante a Mari, baterista, também ser a vocalista principal, isso é difícil de achar. Também não dá pra poupar elogios para a Luli e a Ju, elas tocam muito mesmo. As músicas da Stella Can falam sobre bebidas, festas e diversão.

Notaram alguma semelhança com The Donnas? No ano passado, a Stella Can abriu o shows das Donnas em Porto Alegre, e fizeram justiça: tocaram muuuito e ainda mandaram um cover de "Pretend We're Dead" do L7.

Se você curte um bom rock n' roll com letras bem sacadas e meninas representando o Brasil rocker, ouça todas as músicas. Quer uma dica pra se viciar? "Drunk" e "Hard Type to Find", as minhas preferidas.

Links:
Créditos da foto: Igor Pires

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Lunachicks


No ano de 1987, as estudantes nova-iorquinas Theo Kogan (vocal), Gina Volpe (baixo) e Squid (guitarra) eram amigas e queriam formar uma banda. Para isso, chamaram a amiga de Squid, Sindi Benezra (guitarra). Durante esse ano, elas ensaiaram e escreveram músicas no quarto de Gina. No primeiro show, as Lunachicks tocaram com o namorado de Theo, Mike, tocando bateria. Na platéia desse show estavam Kim Gordon e Thurston Moore (membros do Sonic Youth), que gostaram do som punk das meninas e mandaram uma fita demo para Paul Smith, que ofereceu um contrato para as meninas. Com a inclusão de Becky Wreck na bateria, elas lançaram o disco Babysitters On Acid (1989).

Em 1991, saíram em turnê com o Dictators e 1992 viu o segundo lançamento das meninas: Binge & Purge. A baterista Becky deixou a banda. Após a saída de Becky, três bateristas passaram pelo grupo: Kate Schellenbach (1992-1994), Chip English (1994-1999) e Helen Destroy (1999-2000). Depois de migrarem para a Go-Kart Records, elas lançaram Jerk Of All Trades e Pretty Ugly. O último é o disco mais conhecido, que contém a animada "Don't Want You" (que tem um clipe bastante divertido).

Algum tempo depois de Pretty Ugly, Sindi deixa a banda. As Lunachicks lançam um disco ao vivo, Drop Dead Live e o último trabalho de estúdio, Luxury Problem (o melhor, na opinião da blogueira que vos fala). Oficialmente, a banda nunca acabou, mas depois de 2000, elas só fizeram dois shows ao vivo: um em 2002 e outro em 2004.

Atualmente: a cantora Theo formou o Theo & The Skyscrapers com seu marido Sean Pierce (Töilet Boys), que tem uma pegada mais dance-rock. Gina Volpe é a vocalista da banda Bantam, Squid virou tatuadora, Becky foi para o Blaire Bitch Project e Chip toca para o Sucide King. A mais conhecida é a última baterista, Helen Destroy: foi para o tributo feminino ao Led Zeppelin, o Lez Zeppelin.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Spinnerette

O Spinnerette é composto por Brody Dalle (voz/guitarra), Tony Bevilacqua na guitarra, Alain Johannes (baixo) e Jack Irons (bateria). Brody e Tony eram dos Distillers; Alain era do Queens of the Stone Age e Jack ficou famoso com seu trabalho com o Red Hot Chili Peppers.
Após o fim dos Distillers em 2003 (causado por sua gravidez), Brody deixou um comunicado para o New Musical Express dizendo que estava com uma nova banda. Mais de um ano depois, em 8 de agosto de 2008, a primeira faixa foi disponibilizada no MySpace da banda. A música era "Valium Knights", uma das minhas preferidas; pouco tempo depois Brody e os Queens Of The Stone Age (ela é casada com o vocalista Josh Homme) tocaram ao vivo "Driving Song".

Alguns meses depois, em dezembro, o EP digital Ghetto Love é lançado; contendo as faixas "Ghetto Love", "Valium Knights", "Distorting a Code" e "Bury My Heart", além de um vídeo para a faixa-título. Brody confirma apresentações ao lado de Eagles of Death Metal e Arctic Monkeys, em festivais como Reading e Leeds.

O primeiro disco da banda, Spinnerette, sai em junho de 2009 e recebe excelentes críticas da mídia especializada. Traz 13 faixas de rock n' roll cheio de energia, com certeza uma das melhores bandas da atualidade. Pode chocar alguns fãs dos Distillers, porque é um estilo beeem diferente, mas é uma banda altamente recomendável para fãs de indie rock em geral.

domingo, 11 de outubro de 2009

10 Músicas Incríveis

10 músicas incríveis, perfeitas e inspiradoras que estiveram em alta (pelo menos aqui no meu iTunes) nessa semana. Indico todas!

10 - Valium Knights (Spinnerette)
Brody Dalle é fantástica. Mesmo após o fim dos Distillers em 2003 (causado por sua gravidez), ela formou o excelente Spinnerette, na minha opinião uma das melhores bandas do rock atual. "Valium Knights" tem uma bateria louca, riffs de guitarra marcantes e a voz de Brody botando pra quebrar. Spinnerette pode ficar como um assunto dessa semana.

9 - Please Don't Touch (Mötorhead & Girlschool)
Mötorhead, a banda mais 'bagaceira' de todos os tempos; e o ótimo Girlschool, pioneiro do heavy metal de calcinha fazem uma excelente dupla nessa música. Por alguma razão, me lembra uma música pop mais antiga, causada pelas meninas do Girlschool cantando nos backing vocals. Viciante. Há também uma ótima versão cover dessa música, feita pelo Crucified Barbara com o American Dog, que soa tão boa quanto a original.

8 - Saints Of Los Angeles (Mötley Crüe)
Após alguns discos nem tão bons, como Generation Swine e New Tattoo, o Mötley finalmente acertou e voltou no ano passado com a formação original em Saints Of Los Angeles. Cometi o engano de só dar a devida atenção à música agora, e ela é altamente viciante. Tem uma perfeita entrosação entre a guitarra de Mick Mars (meu mais novo guitarrista preferido) e a bateria de Tommy Lee. Sou suspeita pra falar de Nikki Sixx, um dos meus ídolos; e Vince Neil está com o poder nessa faixa.

7 - Bull In The Heather (Sonic Youth)
Certo, o que é a voz de Kim Althea Gordon? Uma canção de ninar misturada com o experimentalismo encantador do Sonic; as notas das guitarras de Lee Ranaldo e Thurston Moore contrastadas com a bateria de Steve Shelley (que usa um chocalho e uma baqueta nessa música) e o baixo hipnotizante de Kim. É essa a essência do Sonic Youth: uma viagem louca, porém brilhante.

6 - Get Off (The Donnas)
Sou suspeitíssima pra falar de Donnas, afinal, são as garotas que me hipnotizam há mais de um ano. Esse último single do disco Greatest Hits, Vol. 16 traz o melhor trabalho de Maya Ford no baixo até então, excluindo talvez a introdução de "Don't Break Me Down". A voz de Brett Anderson está arrasadora, Allison Robertson consegue nos impressionar com seu riff matador e Torry Castellano nos dá uma amostra de seu trabalho duro, lutando contra a tendinite.

5 - Your Turn (Lauren Harris)
Lauren Harris é uma artista injustiçada. Apenas por ser filha de Steve Harris (o lendário baixista do Iron Maiden), a garota é crucificada pelos fãs. Eu gosto do trabalho dela, e acho que o seu guitarrista solo é realmente muito bom. "Your Turn", uma composição de Lauren, é bastante hard rock e merece ser escutada com atenção. Que tal darmos uma chance à pequena Lauren?

4 - Wait For Me (The Runaways)
Graças à minha amiga Pri (a louca por The Runaways), fui ouvir essa música das Runaways essa semana e me apaixonei. Joan Jett está poderosa na voz e na guitarra base, Lita Ford mostra porque aos 17 anos já era uma das melhores guitarristas do mundo e Sandy West (que Deus a tenha) me dá o maior orgulho de ser a melhor baterista que eu já vi! Além disso, a letra é linda.

3 - Nanny Nanny Boo Boo (Le Tigre)
A melhor banda de dance-punk de todos os tempos faz a minha música preferida para se animar nessa semana. Tem um teclado viciante, a voz das meninas (quer dizer, ainda não sei se JD Samson é um homem ou uma mulher) está fantástica, garantia de sucesso em qualquer festa minimamente underground, os descolados amam Le Tigre.

2 - November Rain (Guns N' Roses)
8:56 do que há de mais perfeito. Piano, Axl Rose, Izzy Stradlin' e Slash em sua dupla perfeita de guitarras; a música dos sonhos. Qualquer performance circa 1993 dessa música é capaz de me comover profundamente, ver Axl Rose tocar piano é quase uma terapia. A letra é linda, a música é profundamente tocante. Quero que toque no meu casamento.

1 - Psycho Circus (KISS)
Eu amo o KISS, amo o Gene Simmons e amo o Paul Stanley. E "Psycho Circus" é seguramente uma das melhores da banda, uma verdadeira "arena rock" (música para cantar em estádios). Qualquer riff poderoso me conquista, e essa obra é uma das melhores. Ouça sem moderação.

AQUI você pode baixar todas essas músicas. "Psycho Circus" vai vir como versão ao vivo, que na minha opinião transmite essa atmosfera de arena rock bem melhor.

sábado, 3 de outubro de 2009

Guns N' Roses

Conhecidos nos longínquos anos 90 como "a banda mais perigosa do planeta", o Guns N' Roses é uma banda de hard rock californiana formada, em seus anos dourados, por Axl Rose (voz/piano), Slash (guitarra solo), Izzy Stradlin' (guitarra base), Duff McKagan (baixo) e Steven Adler (bateria). Nos anos 80, a onda do glam metal se espalhou pelo planeta com bandas como Poison, Mötley Crüe, Cinderella, Warrant e outras mais, que tocavam um hard rock bastante energético com letras basicamente sobre garotas. Mas o assunto aqui é o Guns, e não o glam metal em si.

O primeiro disco, Appetite For Destruction (1987), apresentou músicas como "Sweet Child O' Mine", "Welcome To The Jungle", "Paradise City" (três singles de sucesso, sendo "Sweet Child" o maior sucesso da banda), "Rocket Queen" e "My Michelle". A habilidade de Slash como guitarrista solo foi revelada nesse disco, como o riff de "Sweet Child O' Mine", um dos mais marcantes da história do rock n' roll. O álbum vendeu mais de 28 milhões de cópias no mundo inteiro, e é o segundo disco de estréia mais vendido do mundo.

No ano seguinte, sai GNR Lies, com dois sucessos: "Patience" (uma das mais famosas da banda, com seu assobio característico no início) e "Used To Love Her", uma música de violão bastante animada; outra ótima música é "You're Crazy". Em 1991, o Guns lança dois discos ao mesmo tempo: Use Your Illusion I e II, que ocupam imediatamente o primeiro e o segundo lugar da Billboard. UYI I tem faixas mais calmas, como "November Rain" e "Don't Cry", duas belíssimas músicas, e o cover de Paul McCartney "Live And Let Die". Já o II traz a segunda parte da "trilogia de músicas" do Guns, formada por "November Rain", "Don't Cry" e "Estranged" - a última, incluída no segundo volume. Os hits "Knockin' On Heaven's Door" e "You Could Be Mine" (da trilha de Exterminador do Futuro II) também estão presentes. Nesses discos, ouve a inclusão de Matt Sorum, substituindo Steven Adler na bateria, e Dizzy Reed, nos teclados.

Após The Spaghetti Incident? de 1993, Slash, Duff e Izzy deixaram a banda, que nunca voltou a ser a mesma. Axl ficou durante 15 anos promentendo o novo disco do Guns, Chinese Democracy, com formações mutantes, sendo ele o único membro original e "dono" da banda. O som de Chinese, lançado em novembro de 2008, não lembra nada o som dos anos 90 que a banda produzia. O disco é considerado o mais caro da história, custando mais de 13 milhões de dólares.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Civet



O Civet é uma banda de Los Angeles que toca punk rock/hardcore. É formada por Jacki Valentine (baixo/segunda voz), Suzi Homewrecker (guitarra/segunda voz), Ms. Liza Graves (voz principal/guitarra) e Roxie Darling (bateria).

Elas tem esse estilo de "pin-ups do rock n' roll", com vestidos, saltos e tatuagens, que foi o que me interessou nelas no começo. Mas o CD Hell Hath No Fury tem uma pegada beem hardcore. Elas adotaram o slogan "femme fatalle punk rock", e suas letras são bem agressivas.

Como é uma banda nova, é difícil encontrar informações sobre elas. Mas vale a pena escutar as músicas no MySpace e procurar no youtube.

domingo, 30 de agosto de 2009

10 Músicas do Hole


Diferentemente do Aerosmith, eu sou muito fã do Hole, então posso falar com mais autoridade sobre 10 músicas para conhecer a banda. Vamos lá:

1 - Malibu, do álbum Celebrity Skin
Com certeza, o maior hit da banda. Com certeza você já ouviu essa música em algum lugar. 3:49 de música pop boa para ouvir na estrada, com a janela do carro aberta e o vento nos cabelos. É uma das músicas mais calmas e mais legais do Hole também, merece ser escutada com carinho.

2 - Teenage Whore, do álbum Pretty On The Inside
A primeira música do primeiro CD do Hole, quando eles ainda eram uma banda independente de punk rock. Principalmente depois de se ouvir uma música tão pop quanto "Malibu", você leva um belo susto quando Courtney Love começa a berrar: "when I was a teenage whore", e a pancada de fundo acompanha seus gritos até o fim da música.

3 - I Think I Would Die, do álbum Live Through This
"Eu quero o meu bebê, quem pegou o meu bebê?/Eu quero o meu bebê/Onde está o meu bebê?". O bebê em questão é Frances Bean Cobain, a filha de Courtney e Kurt Cobain (que perderam a guarda da criança por alguns meses em 1994). A música começa com uma guitarra e a voz suave de Courtney, e segue assim até o momento em que ela se revolta. Aí ela começa a dar berros, sua marca registrada.

4 - Olympia, do álbum Live Through This
Primeiro que há uma pequena controvérsia sobre essa música: no álbum o título dela é "Rock Star", mas a verdadeira "Rock Star" (também conhecida como Olympia) é um bootleg perdido. Então, eu chamo essa de "Olympia" por causa da letra, e a outra é a "Rock Star". São 2:42 de punk desenfreado, com uma seção de vocais confusos e efeitos, uma verdadeira bagunça, ao estilo Courtney Love.

4 - Drunk In Rio, não lançada em nenhum disco oficial
Foi composta e gravada aqui no Brasil, em 1993, enquanto Courtney e a baterista Patty Schemel acompanhavam o Nirvana. O nome ("Bêbada no Rio" - Rio de Janeiro) deve ter vindo de alguma das aventuras que o casal Cobain aprontou pelas nossas terras. Zeca Camargo diz em seu livro que enquanto esperava para entrevistar Kurt, podia ouvir o Hole improvisando. "Drunk In Rio" deve ter vindo de alguma dessas improvisações, eu gosto dela porque se Courtney resolveu gravar uma música por aqui, significa que ela gostou do Brasil.

5 - Miss World, do álbum Live Through This
Tenho dois motivos para amar essa música: me apaixonei pelo Hole por causa dela e a primeira vez que ela foi tocada foi aqui no Brasil, na mesma sessão de "Drunk In Rio". Como não amar "Miss World"? Começa com uma introdução linda, tem aquele refrão emocionante, uma das melhores interpretações de Courtney Love. "Eu faço a minha cama/eu deito nela/eu faço a minha cama/eu morrerei nela, meu amigo". E é uma das músicas em que Courtney não solta seus gritos arrepiantes, porém maravilhosos.

6 - Boys On The Radio, do álbum Celebrity Skin
Uma boa dose do pop de Celebrity Skin, um disco bom pra relaxar. Essa tem 5 minutos, mas é totalmente maravilhosa. A dupla Courtney/Melissa Auf der Maur está fantástica nos vocais (a voz doce da Melissa equilibra a da Courtney), só escutando para entender.

7 - Starbelly, do álbum Pretty On The Inside
É uma colagem de vários sons: "Cinnamon Girl" do Neil Young; "Rhiannon" do Fleetwood Mac; estrofes de Courtney cantando e um pedaço de "Best Sunday Dress", original das Pagan Babies, banda de Courtney com Jennifer Finch (L7) e Kat Bjelland (Babes In Toyland), outras bandas grunges dos anos 90. De qualquer modo, eu acho que é uma música fantástica.

8 - Playing Your Song, do álbum Celebrity Skin
Uma música bem animada do Celebrity Skin, é cheia de energia e do que eu chamo de "espírito Courtney": tem seus gritos, alguns momentos de calma e uma guitarra muito louca. Dizem que fala sobre Kurt Cobain.

9 - Retard Girl, do EP The First Session
A primeira música do Hole. É bem agressiva, antecipa a essência do Pretty On The Inside. Começa com um baixo muito louco, depois entra a guitarra, a bateria e os gritos de Courtney. É uma letra sobre seus tempos de escola.

10 - Celebrity Skin, do álbum Celebrity Skin
É uma música sobre glamour, Hollywood, atrizes e fama. Talvez seja uma crítica, talvez seja uma ode. Mas tem toda aquela estrutura pop do disco, com um som bem mais pop e evoluído, mas ainda tem o espírito do Hole, de chocar. E isso é o que eu mais admiro na banda.

domingo, 23 de agosto de 2009

Seis Músicas do Aerosmith


Hoje vou falar sobre uma banda que eu estou longe de ser fã, mas faz músicas interessantes e legais, o Aerosmith. Também é uma fábrica de hits. Vou incluir aqui hits, é claro, mas músicas legais. É uma lista, o meu ponto de vista pessoal, vai ter gente que discorda. Depois de ouvir, com certeza você vai se lembrar de ter ouvido algumas delas por aí. Mas primeiro vamos a alguns dados sobre a banda.

Integrantes: Steven Tyler (vocal), Joe Perry (guitarra solo), Brad Whitford (guitarra base), Tom Hamilton (baixo) e Joey Kramer (bateria). Banda de hard rock americana formada em 1970.

Agora vamos às músicas:

1 - Cryin'
Me apaixonei por essa música vendo seu clipe. É sobre uma garota que se decepciona bonito no amor, finge que vai se jogar de uma ponte e quando o cara vai tentar salvá-la, ela está presa por um cabo de aço e faz um gesto obsceno para ele. O solo de gaita, todos os instrumentos, aquela "paradinha" que dá na música para Steven cantar e depois a banda voltar com tudo, isso faz com que, na minha opinião, seja uma das melhores músicas da banda.

2 - Dude (Looks Like a Lady)
Ouvi dizer que essa música fala do vocalista do Mötley, Vince Neil (Dude Looks Like a Lady pode ser traduzido como "o cara parece uma garota", alusão ao visual no mínimo engraçado dele na época). Mas me apaixonei por ela antes de saber disso. Ela é uma das poucas músicas dessa lista que não falam de amor (afinal, não se pode viver de música melosa) e tem toda aquela força do hard rock típico do Aerosmith. O ritmo é simplesmente contagiante: me dá a maior vontade de sair por aí cantando em voz alta!

3 - Amazing
"It's amaaaaaaaaaazing!" Se você tem uma prima, irmã, ou qualquer coisa que foi adolescente no fim dos anos 80/começo dos anos 90 e era fanática por hard rock e por seus galãs, já deve ter ouvido essa música. Se não ouviu, peça para ela te mostrar ou então clique no nome dela aí em cima para ouvir. É outra música muito bonita (está aí uma razão pelo Aerosmith ter tantos fãs: as músicas bonitas, agradam as mulheres em cheio). Deixe a música te levar.

4 - Hole In My Soul
Outra música bonita, dá pra ver que o Aerosmith é cheio delas! Foi uma tarefa árdua escolher apenas seis das minhas músicas favoritas deles para compor essa lista. Pelo menos duas delas vão ficar de fora. "Hole In My Soul" me traz lembranças muito felizes, de ouvir quando eu era menor, de manhã. Por me trazer lembranças tão boas, entra na minha lista.

5 - Janie's Got a Gun
"Janie's got a gun...", outro verso clássico proferido pelo Mr. Big Mouth, Steven Tyler! A música começa em versos até meio lentos para uma música de hard, mas sem perder a magia. E aquele clipe, escuro, um pouco melancólico no começo. Mas a música me prende do começo até o fim.

E, como não podia deixar de estar presente, a música 6:

6 - I Don't Wanna Miss a Thing
Provavelmente o maior hit do Aerosmith, reconhecível pelo primeiro segundo de duração. Também uma das músicas mais bonitas de todo o rock n' roll. A letra é apaixonada, o instrumental é lindo. A banda gravou a música para a trilha sonora do filme de 1998, Armageddon, estrelado pela filha de Steven Tyler, Liv, que insistiu bastante para conseguir isso do pai. Liv estrelou, inclusive, o clipe de "Crazy". Ouça sem moderação.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Kittie


É uma banda de death metal canadense formada atualmente por Morgan Lander (vocal e guitarra), Mercedes Lander (bateria), Ivy Vujic (baixo) e Tara McLeod (guitarra). Elas começaram em 1996, quando Mercedes conheceu Fallon Bowman na aula de educação física. As duas começaram a ensaiar juntas e a irmã de Mercedes, Morgan, assistia os
ensaios e entrou como vocalista. Para completar a formação, elas chamaram Tanya Candler (baixo), que em 1999 foi substituída por Talena Atfield. No mesmo ano, as meninas lançam o primeiro álbum, Spit, pela Artemis Records. O estilo musical da banda combina o heavy metal com o rock gótico, como podemos perceber na faixa instrumental "Immortal", que encerra o disco. O disco mostra também o peso que as meninas são capazes de demonstrar, com "Do You Think I'm a Whore?" e "Paperdoll".
Spit rendeu três sucessos: "Brackish", "Charlotte" e a faixa-título.

Em 2001, a saída da guitarrista Fallon é anunciada, por motivos pessoais e para se dedicar ao seu novo projeto, Amphibious Assault. Seu lugar é preenchido por Jeff Philips, o engenheiro de som da banda até então. Nesse ano, o disco Oracle é lançado, com um cover do Pink Floyd ("Run Like Hell"), o sucesso "What I Always Wanted" e quatro faixas ao vivo em Estocolmo, na Suécia ("Spit", "Do You Think I'm a Whore", "Suck", "Brackish" e "Raven"). A décima faixa é a mais longa da história da banda: "No Name" tem quase 11 minutos de duração. No ano seguinte, a banda abre a turnê britânica do Slipknot e toca no Ozzfest, o festival de Ozzy Osbourne. Talena deixa a banda e é substituída por Jennifer Arroyo.

No ano de 2004, a banda dispensa Jeff para ele trabalhar no Thine Eyes Bleed e coloca em seu lugar Lisa Marx. Nesse ano é lançado o terceiro disco da banda, Until The End. Os hits foram "Into The Darkness" e "Pussy Sugar", mas é interessante ressaltar as faixas "Loveless" e "Until The End". O álbum vendeu 19 mil cópias e foi o último lançado pela Artemis. Em 2005, elas encerraram o contrato e Morgan deixou um post em seu blog insinuando que Jennifer e Lisa haviam deixado a banda. Jennifer foi para o Suicide City e Lisa, para o Scars Of Tomorrow. As substitutas delas são Tara McLeod (guitarra - continua até hoje na banda) e Trish Doan (baixo).

Ainda em 2005, as irmãs Lander começam sua própria linha de roupas, a Poisoned Black Clothing e aparecem em dois documentários sobre metal: A Headbanger's
Journey
e Louder Than Life. No ano seguinte, o EP Never Again é lançado e elas anunciam o lançamento de sua própria gravadora, a Kiss Of Infamy Records. Após receberem uma carta do Kiss Catalog Inc (grupo de cuida do merchandising do KISS), o Kittie resolve mudar o nome do selo para X Of Infamy. O disco seguinte, Funeral For Yesterday, é lançado pelo X Of Infamy em 2007, mesmo ano em que a banda vem para a América do Sul. Em seu show no Brasil, a baixista Trish foi substituída por Ivy Vujic, do In The Wake. O motivo? Trish é anoréxica e teve que entrar em tratamento, o que motivou sua saída da banda. Ivy entrou permanentemente em seu lugar.

Em setembro de 2009, vai chegar às lojas o novo disco, In The Black, pela E1 Music. Algumas das faixas já disponíveis no MySpace da banda são "Sorrow I Know" e "My Plague".

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

The Donnas - Gold Medal


Esse é o disco mais inovador do The Donnas. Diferentemente do anterior, Spend The Night (sucesso de vendas, com o maior hit das meninas até hoje, "Take It Off"), que continha músicas punk-pop e chicletes, esse traz músicas mais suaves com violão e teclado. A capa traz uma referência a Revolver, dos Beatles. Gold Medal abre com o riff matador de Allison Robertson em "I Don't Want To Know (If You Don't Want Me)", a bateria poderosa de Torry Castellano (que gravou o disco superando a tendinite de Quervain) dá o tom enquanto a vocalista Brett Anderson canta "eu não me quero saber se você não me quer, não". A música foi até mesmo tema de uma série de TV americana, South Of Nowhere.

Há também "Don't Break Me Down", com uma linda introdução de baixo, cortesia de Maya Ford. É a música mais agressiva do disco, se comparada à faixas como "Revolver" e "Is That All You've Got For Me". A interação entre o baixo e a guitarra é marcante, bela e surpreendente. Brett canta com força, dando personalidade à letra. O solo de guitarra é fantástico, o melhor do disco inteiro.

"It's So Hard", uma música animada e um pouco dançante. A performance de Allison na guitarra é bem legal, assim como a bateria. Mas a estrela do disco é "The Gold Medal", que é rápida, animada, mas ao mesmo tempo relaxante. Tem um solo de piano sobreposto ao de guitarra (a primeira vez em que Brett se arrisca no instrumento), uma letra chiclete e fácil de decorar, mas não foi um grande sucesso - não é nem tocada nos shows.

Como disseram as próprias Donnas, esse foi o disco em que elas tentaram se achar, fazer tudo calmamente, do jeito delas, sem pressa de lançar um disco por ano, refletindo e dando suas próprias opiniões. Talvez seja por isso que ele é tão bom.