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domingo, 31 de janeiro de 2010

Metallica em São Paulo (30/01/2010)


Acordei às 11 da manhã, pensando "hoje é o dia que venho esperando tão ansiosamente". Passei o dia me preparando para, às 7 da noite, ligar para a minha tia e descobrir que ela se atrasaria um pouco. Fiquei bastante ansiosa, mas ela chegou logo. Entramos no carro e nos dirigimos ao estádio do Morumbi. Já na fila, estava muito ansiosa e comprei uma camiseta. O moço que checou a minha carteirinha encrencou um pouco com o fato de não ter mês válido, mas me deixou entrar. Ouvíamos uma 'porrada' sonora na fila: o Sepultura, banda que abriria o show, tinha acabado de iniciar seu show.

O pessoal enlouquecia com a banda brasileira mais bem sucedida de todos os tempos ali, abrindo o show para a melhor banda de thrash metal do mundo. Na minha opinião, "Refuse Resist" (que eu cantei em uníssono) e "Roots Bloody Roots" (a última música, infelizmente) foram as melhores músicas que o Sepultura, que comemora 25 anos de carreira, tocou. O show durou 58 minutos. O vocalista Derrick Green conversou em português com a platéia ("E aí, São Paulo! Porra caralho!" arrancou risos do público) e o guitarrista Andreas Kisser disse que "estava muito feliz de tocar no estádio do maior time do mundo" (e foi vaiado) "abrindo para os seus amigos do Metallica novamente" (o Sepultura abriu os shows do Metallica em 1999).

Então, começa a preparação do palco para o Metallica. Foram mais ou menos 40 minutos de preparação, até que "The Ecstasy of Gold" - acompanhada por cenas de um filme - introduzia o show. A primeira música foi "Creeping Death", clássico do disco Ride the Lightining, que agitou o público; seguida por "From Whom the Bells Tolls" e "The Four Horsemen", que o vocalista James Hetfield anunciou como "we are... the four horsemen!", e a banda dispara. Depois, James surge com um violão, e pelo menos eu já tinha expectativa - e ela foi atendida - "Fade to Black", uma das melhores músicas do Metallica. A platéia explodiu logo nos primeiros acordes de "The Day That Never Comes": o coro de 'oohs' despontou.

E James pára para agradecer ao Sepultura: "Nós e o Sepultura sabemos que o Brasil gosta de peso. Vocês gostam de peso?". Obviamente, berramos com as vísceras que sim. Então, começa "Sad But True", uma das melhores do show. A platéia gritava a letra, totalmente empolgada. James então pergunta se nós gostamos do disco Death Magnetic, e a platéia grita WHOO! Ele pergunta, "No?", e então todos berram YEAAAAAAH! Logo entra "Broken, Beat and Scarred" - na qual eu confesso que me sentei.

Depois, efeitos pirotécnicos e sonoros, simulando uma guerra, surgem. Todos já sabiam o que esperar: "One". Fantástica, todos os fãs cantando junto e fazendo coro ao primeiro solo. Emendou na melhor música do show, "Master of Puppets" - uma das minhas preferidas do Metallica. "Master" destila todo o peso da banda, mas com suavidade - deve ser por isso que eu gosto tanto dela.

Depois vem "Blackened", 'raridade' nos shows da banda. Na parte em que James grita "fire!", são lançadas chamas de uns 8 metros de altura - tão quentes que da arquibancada laranja, a mais distante do palco, eu senti o calor. Depois, mais dois clássicos: "Nothing Else Matters", na qual vários casais se abraçaram; e "Enter Sandman", o maior hit da banda - cantada em uníssono pelos 68.000 presentes no estádio. E então as luzes se apagam. Todos já sabiam o que iria acontecer.

Depois de um brevíssimo intervalo, a banda ressurge e diz que vai tocar uma música de uma banda que os inspirou. Então, ele grita "QUEEN!", e os primeiros acordes de "Stone Cold Crazy" rolam soltos. A música acabou, e minha expectativa aumentava - eu queria desesperadamente que tocasse "Whiplash", ma sem vez dela acabou rolando "Motorbreath". E no fim dela, todos os músicos tiraram seus instrumentos, o que provocou desespero: a platéia começou a repetir "Searching, seek and destroy!". James então pergunta se gostamos dessa música. Ao receber milhares de 'sim' como resposta, ele pergunta por que. Silêncio. Então ele diz que também gosta, diz que é a última música e começa "Seek and Destroy" - na qual ele muda a letra: "we're scanning the scene in São Paulo tonight". O refrão é cantado com vigor - eu, pelo menos, queria perder a voz ali, e podemos ver várias rodinhas na pista.

E então acaba. James, o guitarrista Kirk Hammett e o baixista Robert Trujillo jogam várias palhetas - pelo menos umas 20 - e o baterista Lars Ulrich distribui pelo menos 5 pares de baquetas para o público. Então, eles agradecem - até em português! - e Lars diz: 'ei, eu acho que nós devemos visitar São Paulo mais vezes, e não demorar mais 11 anos para voltar', e é ovacionado pela platéia. Depois dos agradecimentos, duas bandeiras do Brasil são jogadas, e James veste as duas, que depois são colocadas acima da bateria. Após o tradicional agradecimento, tudo chega ao fim.

Apenas uma palavra pode definir esse show, e ela é METALLICA.
A foto foi tirada por mim, de uma distância considerável do palco.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Orianthi - Believe (2009)


A mais nova deusa da guitarra, Orianthi, lançou dois discos: Violet Journey e Believe. Não tendo achado um link decente para o primeiro, vamos falar do Believe. Orianthi tem uma voz bonita, e as canções são bem pop, mas cheias de solo, mostrando o quanto essa australiana de 24 anos é poderosa.

Os singles, "Believe" e "According to You" são bastante diferentes: "According to You" é mais rebelde, enquanto "Believe" começa com um piano e é quase uma balada, apesar de ter um solo forte. Na linha de músicas 'revoltadas', temos "Suffocated" (com um excelente trabalho de guitarra) e "What's It Gonna Be".

Orianthi ganhou notoriedade com sua participação no filme This Is It, de Michael Jackson; mas ela também sabe fazer músicas boas sozinha: "Think Like a Man", com um refrão grudento e "Drive Away", que ela assina sozinha, são bons exemplos.
Na minha opinião, a grande estrela do disco é "Highly Strung", instrumental em parceria com o herói de Ori, Steve Vai. A música inteira é um duelo de guitarras, e um clipe dela foi lançado essa semana no YouTube (o making of você pode conferir aqui).

Uma música marcante é "Untogether", pop com um vocal delicioso e uma linha de guitarra delirante. Se você quer um bom disco de rock feminino, que tem momentos calmos e agitados, ouça Believe sem medo.

sábado, 26 de dezembro de 2009

25 Melhores Músicas da Década (Internacional)

Aproveitando a última semana da década de 2000, vou fazer uma lista das melhores músicas da década baseadas no meu gosto pessoal. É apenas um top com músicas boas que representam o cenário musical dessa década, em minha opinião; não levem a classificação a sério.

1. Courtney Love - Sunset Strip [America's Sweetheart, 2004]
2. The Killers - Shadowplay [Sawdust, 2007]
3. The Strokes - 12:51 [Room On Fire, 2004]
4. The Donnas - The Gold Medal [Gold Medal, 2004]
5. Juliette & The Licks - Purgatory Blues [Four on the Floor, 2006]
6. Crucified Barbara - Losing the Game [In Distortion We Trust, 2006]
7. Le Tigre - Nanny Nanny Boo Boo [This Island, 2004]
8. U2 - Elevation [All That You Can't Leave Behind, 2001]
9. Mötley Crüe - The Animal In Me [Saints of Los Angeles, 2008]
10. AC/DC - Rock N' Roll Train [Black Ice, 2008]
11. Foo Fighters - Times Like These [One By One, 2002]
12. Orianthi - Highly Strung [Believe, 2009]
13. Spinnerette - Valium Knights [Spinnerette, 2008]
14. Metallica - St. Anger [St. Anger, 2003]
15. Pink - U + Ur Hand [I'm Not Dead, 2006]
16. Ida Maria - I Like You So Much Better When You're Naked [Fortress Round My Heart, 2008]
17. Bon Jovi - It's My Life [Crush, 2000]
18. 3 Doors Down - Here Without You [Away From the Sun, 2002]
19. Sahara Hotnights - Only The Fakes Survive [Jennie Bomb, 2001]
20. Joan Jett & The Blackhears - A.C.D.C [Sinner, 2006]
21. Kittie - My Plague [In The Black, 2009]
22. Oasis - Songbird [Heathen Chemistry, 2002]
23. The Hellacopters - I'm In the Band [Rock & Roll Is Dead, 2005]
24. Vains of Jenna - Enemy in Me [The Art of Telling Lies, 2009]
25. Lauren Harris - Like It Or Not [Calm Before the Storm, 2008]

domingo, 13 de dezembro de 2009

Veruca Salt

Uma das bandas mais legais dos anos 90. Se você viveu aquela época e se interessava por rock alternativo, provavelmente já ouviu Veruca Salt. Senão, vai conhecer aqui.


Nina Gordon e Louise Post se conheceram através de uma amiga em comum, a atriz Lili Taylor. As duas começaram a escrever músicas juntas e resolveram começar uma banda. Nina e Louise assumiram os vocais e guitarras da banda; o irmão de Nina, Jim Shapiro, assumiu a bateria e um certo Steve Lake ficou com o baixo.

Em 1994, no auge do grunge, o grupo lançou seu primeiro single: "Seether/All Hail Me" pela Minty Fresh Records. Atingiram um estrondoso sucesso com "Seether", um rock chiclete com influência pop (graças ao vocal doce de Nina Gordon) e o solo cheio de distorção de Louise.

Antes mesmo de lançar um disco, o Veruca Salt já abria os shows do Hole nos Estados Unidos. Após essa turnê, gravaram seu primeiro disco pela Geffen Records (a mesma gravadora do Hole, Nirvana e Guns N' Roses). American Thights chegou ao disco de ouro (500 mil cópias). A popularidade da banda aumentou relativamente graças à constante exibição do vídeo de "Seether" na MTV.

Em 1997, o grupo lançou o segundo disco, Eight Arms to Hold You, produzido por Bob Rock, o "homem de platina" (para se ter uma idéia, Bob produziu alguns dos discos mais vendidos de todos os tempos - seus trabalhos mais notáveis incluem Dr. Feelgood do Mötley Crüe e Black Album do Metallica). O grande sucesso da vez foi "Volcano Girls", que foi para a trilha sonora do filme Um Crime entre Amigas. Pouco tempo após o lançamento do disco, Jim (bateria) deixou a banda, e foi substituído por Stacy Jones, que tocou durante a turnê, mas não gravou nada com eles.

A harmonia vocal entre Nina Gordon e Louise Post era uma das maiores forças da banda. As vozes doces das meninas se entrelaçavam e produziam uma combinação mágica. Infelizmente, Nina deixou a banda em 1998 para seguir carreira solo. Louise resolveu continuar a banda, sendo o único membro original. O último disco, Veruca Salt IV, foi lançado em 2006.

Downloads:
Créditos: Guitar Women, Ana Paula e Pri.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Mötley Crüe - Saints of Los Angeles

Como eu já comentei muitas vezes aqui, o Mötley Crüe é uma das minhas bandas preferidas. O último disco de inéditas da banda, Saints Of Los Angeles, é o primeiro em 11 anos a conter a formação original da banda (Vince Neil no vocal, Mick Mars na guitarra, Nikki Sixx no baixo e Tommy Lee na bateria).

Para quem curte o som glam da banda, como o dos discos dos anos 80 (Too Fast for Love, Shout at the Devil, Theatre of Pain, Girls Girls Girls e Dr. Feelgood), Saints of Los Angeles pode assustar um pouco (principalmente se você não for um fã da banda. Esse disco tem uma pegada bem menos 'glam metal' e chega, em alguns momentos, a lembrar o som do Papa Roach e essas novas bandas de hard rock.

Produzido por James Michael (do Sixx:A.M, projeto paralelo do baixista Nikki), Saints abre com "L.A.M.F", uma introdução com pouco mais de um minuto, que chega a lembrar "T.N.T (Terror N' Tinseltown", de Dr. Feelgood. "Face Down in The Dirt" tem um ritmo animado, mas a próxima faixa, "What's It Gonna Take", é bem melhor, principalmente graças ao trabalho de Mick Mars.

Depois de uma música que não soa muito bem aos meus ouvidos ("Down At The Whiskey") vem as seis faixas que fazem o disco valer a pena. São elas "Saints of Los Angeles", "Mutherfucker of the Year", "The Animal in Me", "Welcome to the Machine" e "Chicks = Trouble". A faixa título, também escolhida para ser o primeiro single, tem uma pegada contagiante e tem um trabalho interessante por parte de Nikki Sixx.

"Mutherfucker", o segundo single, tem um refrão legal: "here I am again, hey now, hey now, I'm the mutherfucker of the year", que você gosta de cantar junto. "The Animal In Me" tem uma distorção muito legal (um ponto a favor desse disco: ele tem guitarras bem pesadas) e uma bateria forte. "Welcome to the Machine" é, na minha opinião, uma das faixas com o vocal mais legal (vamos admitir, Vince Neil não canta tão bem assim, e não tem mais alcance para cantar suas músicas antigas - veja vídeos da turnê Carnival of Sins).

"Chicks = Trouble", é uma das mais chicletes. Logo depois vem "This Ain't a Love Song", "White Trash Circus" e "Goin' Out Swingin'", legaizinhas, mas nada perto de "The Animal In Me" ou "Saints of Los Angeles".

Uma nota para esse disco? 7. Se você quiser conhecer o Crüe clássico, baixe o Girls, Girls, Girls e aproveite o melhor do glam metal oitentista.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Sahara Hotnights

A Suécia é um berço de ótimas bandas. De lá saíram os Hellacopters, Backyard Babies, Crucified Barbara, The Hives e o Sahara Hotnights, a banda da qual vou falar hoje.



Das bandas listadas acima, o Sahara e o Crucified são formados por mulheres. O Sahara foi formado em 1992, por Maria Andersson (vocal e guitarra), Jennie Asplund (guitarra), Johanna Asplund (baixo) e Josephine Forsman (bateria). A música delas é um indie rock com vários momentos pop, que chega a lembrar The Donnas na fase Spend The Night. A própria banda se define como uma mistura entre Blondie, Ramones e Nirvana.

Nesses 17 anos de carreira já lançaram cinco discos: C'mon Let's Pretend (1999); Jennie Bomb (2001); Kiss & Tell (2004); What If Leaving Is a Love Thing (2007) e Sparks (2009). O último, Sparks, é um disco apenas de covers: o single "In Private" é uma versão da cantora pop britânica Dusty Springfield.

Na minha opinião, o melhor álbum das meninas é What Leaving Is a Love Thing, seguido de perto por Jennie Bomb. O de 2007 tem músicas como "Visit to Vienna" (em que as guitarras grudam na cabeça), "Salty Lips", "Cheek to Cheek" e "Getting Away with Murder". Já Jennie Bomb tem "On The Top of Your World", "Fire Alarm" e "Only The Fakes Survive" - que me apresentou à banda. Fica a dica de um rock divertido e suave.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Green Day - American Idiot


Sem dúvida, um dos discos mais importantes da década de 2000. O Green Day, que até então era a banda de uns garotos punks que só falavam sobre coisinhas bobas, mostrou ao mundo em 2004 que sabia fazer músicas além da depressão e de garotas.

É um estrondoso sucesso: gerou seis singles de sucesso ("American Idiot", "Jesus Of Suburbia", "Holiday", "Boulevard Of Broken Dreams", "St. Jimmy" e "Wake Me Up When September Ends") e vendeu 5 milhões de cópias nos Estados Unidos.

Mas um bom disco não se apóia somente no sucesso, e sim na música. Há duas "óperas-rock" de 9 minutos - "Jesus Of Suburbia" e "Homecoming". Essas são divididas em várias partes, e vale muito a pena dar atenção para elas. O disco inteiro tem um conceito, e ele é político (o título já diz tudo: Idiota Americano). E também conta a história de Jesus Of Suburbia, um garoto punk que odeia sua cidade e conhece uma garota ("Whatshername") e um melhor amigo ("St. Jimmy"). Saberemos mais deles ao interpretar as letras das músicas.

Começa com "American Idiot", que fala sobre a influência exagerada da mídia na vida da sociedade moderna. Passa para "Jesus Of Suburbia", que é sua autodescrição. A música começa bem energética, mas a parte final ("Tales From Another Broken Home") tem até mesmo um piano.

A terceira faixa, "Holiday", é daquelas com um refrão que gruda na cabeça, e tem uma bateria muito doida (adoro o trabalho do Tré Cool na bateria). A quarta, "Boulevard Of Broken Dreams", é uma baladinha e rendeu aos californianos uma acusação de plágio do Oasis (a história rendeu "Boulevard Of Broken Songs", um mashup com "Wonderwall" do Oasis).

A dupla perfeita vem agora: "Are We The Waiting" é lentinha, mas seu último segundo cola na personificação do punk, "St. Jimmy": tem uma letra provocativa, três acordes e menos de três minutos de duração.

Apesar de ser um ótimo disco, American Idiot tem suas músicas ruins: "Give Me Novocaine" não prende a minha atenção de jeito nenhum; e tenho momentos certos pra ouvir "Extraordinary Girl". Mas entre essas duas tem "She's a Rebel", a descrição de Jesus para Whatshername. Com dois minutos, é um punk rock animadinho com uma letra bem legal de cantar junto.

"Letterbomb" conta com a participação de Kathleen Hanna (vocalista do Bikini Kill, que inspirou "She's a Rebel") na introdução, e é a carta de um amigo de Jesus contando-lhe sobre sua nova vida. Já o grande sucesso "Wake Me Up When September Ends" é tão estourado que eu não consigo mais ouvir.

Preciso de um parágrafo para descrever "Homecoming". Começa com o suicídio de Jimmy ("The Death Of St. Jimmy"), depois sobre as memórias de "East 12th Street" e uma música meio fúnebre: "Nobody Likes You", cantada pelo baixista Mike Dirnt. "Rock N' Roll Girlfriend", de Tré Cool, fala da baterista do The Donnas, Torry Castellano (namorada de Tré na época). "We're Coming Home Again" fecha a "ópera" com chave de ouro.

Já "Whatshername" é uma que eu não escuto muito, meio que acaba com o fim épico de "Homecoming". Se estivesse em uma ordem diferente na lista de músicas, eu acho que seria melhor.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Stella Can


A Stella Can é uma banda de rock n' roll do Rio Grande do Sul, formada por Juliana Nólibos (baixo e backing vocals), Luiza Gressler (guitarra e backing vocals) e Mariana Corbellini (bateria e vocal) no final de 2007. Na minha opinião é uma das melhores bandas da atualidade, muito legal saber que existem meninas brasileiras fazendo músicas tão boas, fora do mainstream (claro que existem várias outras bandas, mainstream ou não, que são ótimas).

Elas cantam em inglês e é bem interessante a Mari, baterista, também ser a vocalista principal, isso é difícil de achar. Também não dá pra poupar elogios para a Luli e a Ju, elas tocam muito mesmo. As músicas da Stella Can falam sobre bebidas, festas e diversão.

Notaram alguma semelhança com The Donnas? No ano passado, a Stella Can abriu o shows das Donnas em Porto Alegre, e fizeram justiça: tocaram muuuito e ainda mandaram um cover de "Pretend We're Dead" do L7.

Se você curte um bom rock n' roll com letras bem sacadas e meninas representando o Brasil rocker, ouça todas as músicas. Quer uma dica pra se viciar? "Drunk" e "Hard Type to Find", as minhas preferidas.

Links:
Créditos da foto: Igor Pires

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Lunachicks


No ano de 1987, as estudantes nova-iorquinas Theo Kogan (vocal), Gina Volpe (baixo) e Squid (guitarra) eram amigas e queriam formar uma banda. Para isso, chamaram a amiga de Squid, Sindi Benezra (guitarra). Durante esse ano, elas ensaiaram e escreveram músicas no quarto de Gina. No primeiro show, as Lunachicks tocaram com o namorado de Theo, Mike, tocando bateria. Na platéia desse show estavam Kim Gordon e Thurston Moore (membros do Sonic Youth), que gostaram do som punk das meninas e mandaram uma fita demo para Paul Smith, que ofereceu um contrato para as meninas. Com a inclusão de Becky Wreck na bateria, elas lançaram o disco Babysitters On Acid (1989).

Em 1991, saíram em turnê com o Dictators e 1992 viu o segundo lançamento das meninas: Binge & Purge. A baterista Becky deixou a banda. Após a saída de Becky, três bateristas passaram pelo grupo: Kate Schellenbach (1992-1994), Chip English (1994-1999) e Helen Destroy (1999-2000). Depois de migrarem para a Go-Kart Records, elas lançaram Jerk Of All Trades e Pretty Ugly. O último é o disco mais conhecido, que contém a animada "Don't Want You" (que tem um clipe bastante divertido).

Algum tempo depois de Pretty Ugly, Sindi deixa a banda. As Lunachicks lançam um disco ao vivo, Drop Dead Live e o último trabalho de estúdio, Luxury Problem (o melhor, na opinião da blogueira que vos fala). Oficialmente, a banda nunca acabou, mas depois de 2000, elas só fizeram dois shows ao vivo: um em 2002 e outro em 2004.

Atualmente: a cantora Theo formou o Theo & The Skyscrapers com seu marido Sean Pierce (Töilet Boys), que tem uma pegada mais dance-rock. Gina Volpe é a vocalista da banda Bantam, Squid virou tatuadora, Becky foi para o Blaire Bitch Project e Chip toca para o Sucide King. A mais conhecida é a última baterista, Helen Destroy: foi para o tributo feminino ao Led Zeppelin, o Lez Zeppelin.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Spinnerette

O Spinnerette é composto por Brody Dalle (voz/guitarra), Tony Bevilacqua na guitarra, Alain Johannes (baixo) e Jack Irons (bateria). Brody e Tony eram dos Distillers; Alain era do Queens of the Stone Age e Jack ficou famoso com seu trabalho com o Red Hot Chili Peppers.
Após o fim dos Distillers em 2003 (causado por sua gravidez), Brody deixou um comunicado para o New Musical Express dizendo que estava com uma nova banda. Mais de um ano depois, em 8 de agosto de 2008, a primeira faixa foi disponibilizada no MySpace da banda. A música era "Valium Knights", uma das minhas preferidas; pouco tempo depois Brody e os Queens Of The Stone Age (ela é casada com o vocalista Josh Homme) tocaram ao vivo "Driving Song".

Alguns meses depois, em dezembro, o EP digital Ghetto Love é lançado; contendo as faixas "Ghetto Love", "Valium Knights", "Distorting a Code" e "Bury My Heart", além de um vídeo para a faixa-título. Brody confirma apresentações ao lado de Eagles of Death Metal e Arctic Monkeys, em festivais como Reading e Leeds.

O primeiro disco da banda, Spinnerette, sai em junho de 2009 e recebe excelentes críticas da mídia especializada. Traz 13 faixas de rock n' roll cheio de energia, com certeza uma das melhores bandas da atualidade. Pode chocar alguns fãs dos Distillers, porque é um estilo beeem diferente, mas é uma banda altamente recomendável para fãs de indie rock em geral.

domingo, 11 de outubro de 2009

10 Músicas Incríveis

10 músicas incríveis, perfeitas e inspiradoras que estiveram em alta (pelo menos aqui no meu iTunes) nessa semana. Indico todas!

10 - Valium Knights (Spinnerette)
Brody Dalle é fantástica. Mesmo após o fim dos Distillers em 2003 (causado por sua gravidez), ela formou o excelente Spinnerette, na minha opinião uma das melhores bandas do rock atual. "Valium Knights" tem uma bateria louca, riffs de guitarra marcantes e a voz de Brody botando pra quebrar. Spinnerette pode ficar como um assunto dessa semana.

9 - Please Don't Touch (Mötorhead & Girlschool)
Mötorhead, a banda mais 'bagaceira' de todos os tempos; e o ótimo Girlschool, pioneiro do heavy metal de calcinha fazem uma excelente dupla nessa música. Por alguma razão, me lembra uma música pop mais antiga, causada pelas meninas do Girlschool cantando nos backing vocals. Viciante. Há também uma ótima versão cover dessa música, feita pelo Crucified Barbara com o American Dog, que soa tão boa quanto a original.

8 - Saints Of Los Angeles (Mötley Crüe)
Após alguns discos nem tão bons, como Generation Swine e New Tattoo, o Mötley finalmente acertou e voltou no ano passado com a formação original em Saints Of Los Angeles. Cometi o engano de só dar a devida atenção à música agora, e ela é altamente viciante. Tem uma perfeita entrosação entre a guitarra de Mick Mars (meu mais novo guitarrista preferido) e a bateria de Tommy Lee. Sou suspeita pra falar de Nikki Sixx, um dos meus ídolos; e Vince Neil está com o poder nessa faixa.

7 - Bull In The Heather (Sonic Youth)
Certo, o que é a voz de Kim Althea Gordon? Uma canção de ninar misturada com o experimentalismo encantador do Sonic; as notas das guitarras de Lee Ranaldo e Thurston Moore contrastadas com a bateria de Steve Shelley (que usa um chocalho e uma baqueta nessa música) e o baixo hipnotizante de Kim. É essa a essência do Sonic Youth: uma viagem louca, porém brilhante.

6 - Get Off (The Donnas)
Sou suspeitíssima pra falar de Donnas, afinal, são as garotas que me hipnotizam há mais de um ano. Esse último single do disco Greatest Hits, Vol. 16 traz o melhor trabalho de Maya Ford no baixo até então, excluindo talvez a introdução de "Don't Break Me Down". A voz de Brett Anderson está arrasadora, Allison Robertson consegue nos impressionar com seu riff matador e Torry Castellano nos dá uma amostra de seu trabalho duro, lutando contra a tendinite.

5 - Your Turn (Lauren Harris)
Lauren Harris é uma artista injustiçada. Apenas por ser filha de Steve Harris (o lendário baixista do Iron Maiden), a garota é crucificada pelos fãs. Eu gosto do trabalho dela, e acho que o seu guitarrista solo é realmente muito bom. "Your Turn", uma composição de Lauren, é bastante hard rock e merece ser escutada com atenção. Que tal darmos uma chance à pequena Lauren?

4 - Wait For Me (The Runaways)
Graças à minha amiga Pri (a louca por The Runaways), fui ouvir essa música das Runaways essa semana e me apaixonei. Joan Jett está poderosa na voz e na guitarra base, Lita Ford mostra porque aos 17 anos já era uma das melhores guitarristas do mundo e Sandy West (que Deus a tenha) me dá o maior orgulho de ser a melhor baterista que eu já vi! Além disso, a letra é linda.

3 - Nanny Nanny Boo Boo (Le Tigre)
A melhor banda de dance-punk de todos os tempos faz a minha música preferida para se animar nessa semana. Tem um teclado viciante, a voz das meninas (quer dizer, ainda não sei se JD Samson é um homem ou uma mulher) está fantástica, garantia de sucesso em qualquer festa minimamente underground, os descolados amam Le Tigre.

2 - November Rain (Guns N' Roses)
8:56 do que há de mais perfeito. Piano, Axl Rose, Izzy Stradlin' e Slash em sua dupla perfeita de guitarras; a música dos sonhos. Qualquer performance circa 1993 dessa música é capaz de me comover profundamente, ver Axl Rose tocar piano é quase uma terapia. A letra é linda, a música é profundamente tocante. Quero que toque no meu casamento.

1 - Psycho Circus (KISS)
Eu amo o KISS, amo o Gene Simmons e amo o Paul Stanley. E "Psycho Circus" é seguramente uma das melhores da banda, uma verdadeira "arena rock" (música para cantar em estádios). Qualquer riff poderoso me conquista, e essa obra é uma das melhores. Ouça sem moderação.

AQUI você pode baixar todas essas músicas. "Psycho Circus" vai vir como versão ao vivo, que na minha opinião transmite essa atmosfera de arena rock bem melhor.

sábado, 3 de outubro de 2009

Guns N' Roses

Conhecidos nos longínquos anos 90 como "a banda mais perigosa do planeta", o Guns N' Roses é uma banda de hard rock californiana formada, em seus anos dourados, por Axl Rose (voz/piano), Slash (guitarra solo), Izzy Stradlin' (guitarra base), Duff McKagan (baixo) e Steven Adler (bateria). Nos anos 80, a onda do glam metal se espalhou pelo planeta com bandas como Poison, Mötley Crüe, Cinderella, Warrant e outras mais, que tocavam um hard rock bastante energético com letras basicamente sobre garotas. Mas o assunto aqui é o Guns, e não o glam metal em si.

O primeiro disco, Appetite For Destruction (1987), apresentou músicas como "Sweet Child O' Mine", "Welcome To The Jungle", "Paradise City" (três singles de sucesso, sendo "Sweet Child" o maior sucesso da banda), "Rocket Queen" e "My Michelle". A habilidade de Slash como guitarrista solo foi revelada nesse disco, como o riff de "Sweet Child O' Mine", um dos mais marcantes da história do rock n' roll. O álbum vendeu mais de 28 milhões de cópias no mundo inteiro, e é o segundo disco de estréia mais vendido do mundo.

No ano seguinte, sai GNR Lies, com dois sucessos: "Patience" (uma das mais famosas da banda, com seu assobio característico no início) e "Used To Love Her", uma música de violão bastante animada; outra ótima música é "You're Crazy". Em 1991, o Guns lança dois discos ao mesmo tempo: Use Your Illusion I e II, que ocupam imediatamente o primeiro e o segundo lugar da Billboard. UYI I tem faixas mais calmas, como "November Rain" e "Don't Cry", duas belíssimas músicas, e o cover de Paul McCartney "Live And Let Die". Já o II traz a segunda parte da "trilogia de músicas" do Guns, formada por "November Rain", "Don't Cry" e "Estranged" - a última, incluída no segundo volume. Os hits "Knockin' On Heaven's Door" e "You Could Be Mine" (da trilha de Exterminador do Futuro II) também estão presentes. Nesses discos, ouve a inclusão de Matt Sorum, substituindo Steven Adler na bateria, e Dizzy Reed, nos teclados.

Após The Spaghetti Incident? de 1993, Slash, Duff e Izzy deixaram a banda, que nunca voltou a ser a mesma. Axl ficou durante 15 anos promentendo o novo disco do Guns, Chinese Democracy, com formações mutantes, sendo ele o único membro original e "dono" da banda. O som de Chinese, lançado em novembro de 2008, não lembra nada o som dos anos 90 que a banda produzia. O disco é considerado o mais caro da história, custando mais de 13 milhões de dólares.